Cromatografia

Um processo de separação de substâncias

 

Introdução

Currículo do formador

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O botânico russo Michail Semenovich Tswett é normalmente tido como descobridor da cromatografia no início do séc. XX. Usou uma coluna de carbonato de cálcio para separar pigmentos de folhas arrastando-os com um solvente e separando-os numa série de bandas coloridas. Criou assim o termo cromatografia (do grego kroma+graphia, o registo da cor). Depois de Tswett, muitos cientistas fizeram substanciais contribuições para o avanço da teoria e da prática da cromatografia e estima-se que actualmente cerca de 60% das análises feitas no mundo envolvem a cromatografia.
A cromatografia é essencialmente um método físico de separação em que os componentes a serem separados são distribuídos entre duas fases, uma das quais estacionária e outra móvel através da primeira. A cromatografia ocorre como resultado de processos repetidos de adsorção e desorção durante o movimento dos componentes da amostra ao longo da fase estacionária, e a separação é devida à diferença de constantes de distribuição de cada um dos componentes da amostra.
A distinção entre os principais métodos cromatográficos é feita em termos das propriedades da fase móvel. Deste modo temos os seguintes tipos de cromatografia:

Cromatografia Gasosa ou GC – a fase móvel é um gás inerte, normalmente azoto, hélio ou hidrogénio. Se a fase estacionária é um líquido temos a cromatografia gás-líquido ou cromatografia de partição, se a fase estacionária é um sólido temos a cromatografia gás-sólido ou cromatografia de adsorção. Em qualquer dos casos a coluna pode ser de empacotamento ou capilar aberta de sílica fundida.
Cromatografia líquida ou LC – a fase móvel é um liquido de baixa viscosidade. Se a fase estacionária for um adsorvente sólido através do qual e por recurso a uma alta pressão se faz passar a fase estacionária e a amostra, temos a cromatografia líquida de alta precisão (HPLC), se a fase estacionária for um sólido iónico temos a cromatografia de permuta iónica (IEC), se a fase estacionária for um sólido poroso fazendo-se a separação em função do tamanho  molecular (sem interacções entálpicas) temos a cromatografia de exclusão molecular (SEC). Caso particular deste tipo de cromatografia é a usada, por exemplo, no estudo de polímeros em que a fase estacionária é um gel, chamando-se por isso cromatografia de permeação de gel ou GPC.
Cromatografia supercrítica ou SFC – A fase móvel é um fluido, vulgarmente o dióxido de carbono que pode ser ou não modificado com substâncias tendentes a aumentar a sua polaridade. A SFC é usada para utilizações especificas apresentando vantagens na área compreendida entre a cromatografia gasosa e a cromatografia líquida, tornando possível, por exemplo, a separação de substâncias involáteis em colunas abertas, visto que um fluído supercrítico reúne a vantagem da alta difusibilidade do gás e do alto poder de solvatação do líquido.

Cromatografia em camada fina ou TLC – a fase estacionária é um sólido (sílica ou alumina) depositado em camada fina e uniforme sobre um suporte sólido inerte. A fase móvel, um líquido de baixa viscosidade, evolui através da fase estacionária, mais vulgarmente de baixo para cima, por capilaridade. Para acelerar o processo pode também ser usado um dispositivo em que através da aplicação de uma alta velocidade circular à fase estacionária, a fase móvel e a amostra evoluiem radialmente por inércia. Esta última é utilizada só com fins preparativos. Neste tipo de cromatografia inclui-se ainda a electrofórese.
A informação obtida de um ensaio cromatográfico é dada num cromatograma, isto é, um registo da concentração ou da massa dos componentes da amostra em função do tempo ou do volume de fase móvel. A informação obtida de um cromatograma inclui uma indicação da complexidade da amostra com base no número de picos ou manchas, informação qualitativa com base na posição na determinação da posição dos picos ou manchas, informação quantitativa com base no valor do integral da variação da concentração do componente em função do tempo (área do pico ou intensidade da mancha) e ainda uma indicação do  estado de conservação do sistema cromatográfico.
A cromatografia pode ser associada a outras técnicas analíticas, assumindo especial relevo a espectrometria de massa, com vantagens acrescidas em termos de identificação e sensibilidade.

 

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Currículo do formador

Jacinto Rolha Castanho é Bacharel em Engenharia Química, Licenciado em Química Aplicada e Mestre em Química Orgânica Tecnológica.
Trabalhou vários anos na área da cromatografia em fase gasosa e cromatografia associada a espectrometria de massa. Tem experiência em vários técnicas de introdução de amostra e de detecção. Tem ministrado várias acções de formação e proferido palestras ligadas a estas áreas e é formador em colaboração com empresa de equipamento analítico.

 

Contactos:      

jacinto.castanho@clix.pt

fax: ++351. 243619616

 

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